É esta a fracção da entrevista que Manuela Ferreira Leite deu à TVI que chocou, de certa maneira, a esquerda, os liberais e as associações de defesa aos direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgéneros (LGBT). Como podem constatar no vídeo, a própria líder do Partido Social-Democrata (PSD) admite discriminar a comunidade LGBT. Ao dizer que "Admito que esteja a fazer uma discriminação porque é uma situação que não é igual", Ferreira Leite distancia-se da esquerda, após várias tentativas de se aproximar dela no espectro político. Assistimos cada vez mais a um vazio ideológico no PSD. A liderança e a generalidade das figuras destacadas do PSD não faz a mínima ideia do que fazer para conseguir ganhar alguns votos ao Partido Socialista (PS) de José Sócrates e é por isso que vemos um deambular constante nas ideias apresentadas. Manuela Ferreira Leite até já aconselhou o governo (nesta mesma entrevista) a acabar com um grande investimento em obras públicas aprovada pelo governo do qual era ministra das Finanças. Isto não pode ser levado a sério e não podemos, de todo, acreditar que o PSD seja, neste momento, uma oposição credível ao PS. O desespero leva sempre a que se digam e façam disparates, pensem antes de agir: é o meu conselho. Mas voltando ao assunto de abertura do post: O que vemos a líder do maior partido da oposição a defender é que se deve praticar a discriminação, diz que a situação não é igual. Acho que deviam lembrar a Dra. Manuela Ferreira Leite que na revisão constitucional de 2004, artigo 13.º, se lê "Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social, orientação sexual e identidade de género." Então, os casais homossexuais devem (digo isto apoiando-me na Constituição) ser tratados como quaisquer outros, seja qual for a orientação sexual de cada um... Se Manuela Ferreira Leite defende um casamento sem este título, de casamento, mas apenas algo igual com um nome diferente, estará, em primeiro lugar, a dizer algo sem qualquer sentido, que interessa o nome; em segundo lugar, estará a ir contra um dos princípios da Constituição do nosso país.
Nunca eu pensei utilizar uma frase feita tão má como esta, porém é adequada: Vivemos num país de tanga. Mas, ao contrário de Durão Barroso, eu refiro-me às mentalidades e aos discursos e não à economia/finanças. É a "tanga" que vemos todos os dias, nos noticiários. É a "tanga" que todos os dias faz ganhar votos à esquerda, ao Bloco (BE) e ao Partido Comunista (PCP). É a "tanga" que tudo promete, mas que nada pode dar. Num país em que as contas públicas estão ainda instáveis, num país que atravessa uma crise nacional, num país que começa a sofrer os efeitos da crise internacional, num país que depende muito dos produtos petrolíferos, num país economicamente estagnado, o PCP propõe subidas extraordinárias dos salários, diminuições extraordinárias da carga fiscal e muitas outras medidas extraordinárias, como os próprios dizem. Eu certamente que acho extraordinárias estas ideias, mas penso que não era este o objectivo do PCP, surpreender-nos. Até porque o discurso da foice é sempre o mesmo... Tudo isto para concluir como comecei: só "tanga". O grande problema é que esta "tanga" chega mesmo a influenciar os eleitores: o PCP continua a subir nas sondagens e continua acima dos dez pontos percentuais em intenção de voto à Assembleia da República. É, passe-se a ironia, extraordinário.
Deixo a pergunta: são os portugueses facilmente iludidos e preferem acreditar numa utopia de sonho? E assim termino a esquerda. Ou pelo menos, termino assim a esquerda que tem todos os diplomas e certificados de esquerda. Sim, porque só o PCP e o BE são de esquerda e ditam quem é de esquerda. Neste momento, o Partido Socialista não é, segundo eles. Eu sou forçado a acreditar, não tivessem eles os tais diplomas e certificados.
É com alguma pena que me vejo forçado a fazer este post. No passado dia 13 de Junho foi confirmada a votação do único referendo ao Tratado de Lisboa, realizado na República da Irlanda: o Tratado foi chumbado.
É bastante difícil agora prever um futuro para a União Europeia (UE). Um esforço muito forte tem de ser feito por todos os estados membros da UE para que não caiamos de novo num impasse institucional que será um "coma" para a organização que nos une na nossa diversidade e que regulariza grande parte da nossa vida económica e social. Temos de ter cuidado e não deixar que uma resposta negativa em apenas um país leve a União a mais uma enorme crise que não nos deixa desenvolver e que nos leva à estagnação europeia. Agora, resta-nos aguardar pelas negociações que serão obviamente feitas entre os diversos órgãos de soberania europeus e de cada estado-membro, para sair deste novo impasse e para que, espero, se proceda à ratificação do Tratado de Lisboa pelos restantes 26 países.
Adicionámos um novo blog na lista de endereços electrónicos a visitar. Diz que não gosta de Música Clássica?é um óptimo guia para quem aprecia música erudita desde o barroco até ao romantismo. Aconselhamos vivamente a quem procura informações sobre qualquer compositor, época histórica ou obra.
As primárias democratas chegaram ao fim no Sábado, com o anúncio de cedência por parte de Hillary Clinton. Como sabem, esperava que a Senadora do Estado de Nova Iorque ganhasse a campanha para as eleições gerais de Novembro, no entanto, como a própria afirmou, agora o caminho certo a tomar é ajudar Barack Obama a ganhar a Casa Branca. Agora só falta saber quem será o candidato à vice-presidência...